Doença de Alzheimer

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Doença de Alzheimer


 

A Doença de Alzheimer é provavelmente a mais conhecida de todas as Perturbações Neurocognitivas e para muitos a mais frequente patologia associada a declínio cognitivo. É também uma das primeiras doenças degenerativas da cognição descritas, a par com a Doença Frontotemporal ou Doença de Pick.
Quando colocamos a perda de memória como o problema central daquilo a que se chama demências, com dificuldade na aprendizagem, então vamos naturalmente posicionar a Doença de Alzheimer como paradigma deste tipo de perturbações. Comumente atribuímos à Doença de Alzheimer um padrão de evolução progressiva das perdas cognitivas, mas sabemos que muitos casos, sobretudo quando bem tratados, apresentam longos períodos de estagnação das perdas. A par da perda de memória, percebemos declínio funcional na vida diária, desorientação, afasia (dificuldade na linguagem), apraxia (dificuldade na execução, sobretudo motora) e agnosia (dificuldade em interpretar os estímulos sensoriais).
Conseguimos perceber porque é que a falta de memória é imediatamente associada à Doença de Alzheimer e por isso mesmo há um sobrediagnóstico da doença, na maioria dos casos quando a pessoa não é estudada. O estudo implica, além da história e exame do doente (conversar com o doente é primordial para o exame objetivo), análises laboratoriais, a imagiologia (tomografia axial computorizada crânio-encefálica ou ressonância magnética crânio-encefálica) e avaliação Neuropsicológica. Pode ser necessário acrescentar outros exames e avaliações. A prevalência de casos de Doença de Alzheimer menta com a idade.
Há formas precoces em idade da Doença, que surgem na quinta e sexta décadas de vida, que estão associadas a fatores genéticos. Nestes casos, como a pessoa é mais nova há menos doenças associadas e o diagnóstico é facilitado porque a doença se apresenta mais definida, ou seja com menos interferência de outras patologias associadas.
A depressão nas pessoas de mais idade pode apresentar-se com um quadro clínico semelhante à Doença de Alzheimer, situação a que se chama de pseudo-demência. O diagnóstico correto é da maior importância porque são situações com tratamentos e prognósticos muito diferentes. O grau de compromisso cognitivo pode ser ligeiro ou major e só conseguimos avaliar com clareza através da Avaliação Neuropsicológica criteriosa.
A Doença de Alzheimer não tem cura, mas tem tratamento, e esse tratamento não é só farmacológico. Há várias propostas terapêuticas não farmacológicas devendo ser sugeridas em função da pessoa em causa, tanto na forma como a possa aderir a essa terapêutica, como na forma como essa proposta vá de encontro à suas dificuldades.
Uma vez diagnosticada vamos tentar que não haja progressão da doença, permitir que essa pessoa tenha uma vida o mais inclusiva e participativa possível, tanto a nível social, como a nível familiar. A autonomia de uma pessoa com Doença de Alzheimer conjuntamente com uma vida mais estimulante são fatores de bom prognóstico e de dignificação da pessoa.

Por fim deixo esta última questão “percebe a importância de diagnóstico correto da Doença de Alzheimer e das outras patologias relacionadas com alteração da memória?”